domingo, 18 de fevereiro de 2018

As 10 Maiores Espadas da Literatura



Por Davi Paiva


A espada não é a arma mais antiga da humanidade e nem é a mais mortal. 
Fato.

Por outro lado, isso não a torna uma arma menos expressiva. O processo de forja, o produto final e formas de maneja-la são elementos que encheram a imaginação de muitos povos ao longo dos anos.

As espadas podem ser encontradas em qualquer mídia: teatro, cinema, série, quadrinhos, jogos e livros. E neste último, por ser um elemento que conta com uma boa dose de narração do escritor para alavancar a imaginação do leitor, ele ganha um destaque especial, a meu ver, por mover uma trama ou ser um grande obstáculo na vida de um personagem.

Esta lista foi baseada em uma mera opinião pessoal e de amigos. Ela não tem como objetivo ser uma verdade absoluta. Eu escolhi trabalhar somente com espadas de livros por gostar muito de ler, apesar de também gostar as espadas que surgiram, originalmente, em outras mídias (Espada de Thundera, sakabatou, sabre de luz, etc.) e espero que sirva como elemento norteador para alguém quiser se aventurar pela leitura em obras que contem com as presenças destas magníficas armas.

Espero que gostem.

Nota: caso queiram saber mais, recomendo a leitura deste artigo.


Excalibur


O que seria das demais espadas sem essa?


Obra: Rei Arthur.

Autor: vários.

Embora a lenda de Rei Arthur tenha começado como uma lenda oral (lembre-se: só estou trabalhando com as espadas cuja primeira mídia tenha sido um livro), não se faz uma lista de espadas sem mencionar uma das mais populares.

Dada ao rei pela Dama do Lago (e não era a famosa espada retirada da pedra/bigorna, como muitos pensam), esta espada poderosa corta qualquer coisa. A única coisa capaz de detê-la é a sua bainha, cujo portador nunca tem o sangue derramado (o que deixa bem claro que só tal bainha pode conter o poder de uma espada tão especial).

A lenda do rei Arthur já foi recontada várias vezes por diversos autores. E em todas elas, a Excalibur sempre esteve presente, de forma magnífica e inigualável.


Espada de Gryffindor


Até um bruxo precisa de uma espada...


Obra: série “Harry Potter”.

Autora: J. K. Rowling.

Criada por duendes e usada pelo fundador da casa na qual Harry estudou, a Espada de Gryffindor só absorve o que a fortalece (nem poeira ela pega!), o que a torna ainda mais poderosa quando o protagonista, no segundo livro da série, a usa para matar um basilisco. Daí o veneno mortífero toca na lâmina e isso a torna ainda mais poderosa.


Contracorrente


 A pena pode ser mais forte que a espada. Mas eu prefiro a espada!


Obras: séries “Percy Jackson e os Olimpianos” e “Os Heróis do Olimpo”.

Autor: Rick Riordan.

Considero Rick Riordan um dos melhores autores da literatura fantástica de ficção mítica, pois ele soube adequar até o transporte de uma arma branca sem chamar a atenção.

Contracorrente é a espada de Percy que o acompanha em toda a sua trajetória. Equilibrada perfeitamente para o manejo e feita de bronze celestial (portanto, só pode ferir criaturas mitológicas), ela sempre retorna para o bolso do protagonista quando arremessada ou perdida. E se mantém disfarçada da forma mais discreta possível: como uma caneta! Daí basta a situação ficar perigosa para Percy tirar a tampa da caneta e sair fatiando inimigos.


Ferroada


Meus filhos terão uma dessas!


Obras: “O Hobbit” e trilogia “O Senhor dos Anéis”.

Autor: J. R. R. Tolkien

Espada encontrada por Bilbo Bolseiro em suas aventuras e usada não só por ele como também por seu parente, Frodo, é uma arma perfeita para ser usada por um hobbit pelo seu tamanho. E ainda tem uma vantagem: brilha na presença de orcs!


Brisingr


Pena que nunca veremos essa belezinha no cinema...


Obra: série “Eragon”.

Autor: Christopher Paolini.

Forjada pelo próprio Eragon no final do terceiro livro, a espada é feita com pedra de meteoro (algo comum dentro da literatura, caso se aprofundem em estudos) e além de ser inquebrável, possui a característica única de ficar coberta de chamas quando o protagonista a chama pelo nome (pois, segundo a narrativa, “Brisingr” quer dizer “fogo” em élfico, a língua da magia).


Inferno e Inverno


Capa do livro que ainda preciso ler...


Obra: “Tormenta – O Inimigo do Mundo”.

Autor: Leonel Caldela.

Sim! Nós temos espadas criadas por brasileiros na lista!

Essas são as únicas espadas cujo livro não li por inteiro, mas boto a mão no fogo por elas.

Empunhadas por Vallen Alond, um dos personagens principais, Inferno é uma espada longa no modelo ocidental do elemento fogo ao passo que Inverno é curta e do elemento gelo, apesar de ainda ser do mesmo modelo.

Além de serem elementos marcantes para espadas, o nome delas faz Leonel merecer um troféu pela criatividade.


Destino Verde


Se usassem adamantium para fazer espadas, elas seriam assim...


Obra: O Tigre e O Dragão.

Autor: Wang Dulu.

Essa é mais outra espada cuja obra eu não li (pudera. Nunca achei o livro em português...), mas eu a conheço tanto pelo filme de 2000 quanto pelo mangá publicado pela Panini. E como a sua primeira mídia foi um livro, não tem como não entrar nesta lista.

Tanto no filme quanto no mangá, a Destino Verde é uma espada reta chinesa com um incrível poder de corte, capaz de destruir outras armas em cortes muito precisos. Quando empunhada por Li Mubai, fica ainda mais poderosa, sendo possível até ser atraída pelo chi (energia vital) dele ou até mesmo teleportada (?!).


Varal


Essa espada na mão do Kojiro faz com que ele ganhasse um bônus por entradas triunfais!


Obra: Musashi.

Autor: Eiji Yoshikawa.

Mais uma espada oriental para a lista! E dessa vez, não só é uma espada japonesa como também é de um livro que eu tive acesso...

Varal é a espada do antagonista Sasaki Kojiro. Seu nome é devido ao tamanho acima do padrão para uma katana (ele treinava abatendo andorinhas). Não possui nenhum poder mágico, mas dá destaque ao personagem quando ele entra em cena sem se apresentar ou sendo apresentado pelo narrador, apenas dizendo “Varal está com sede de sangue essa noite”.


Garrolonga


Se meus filhos terão a Ferroada, eu terei essa!


Obra: série “Crônicas de Gelo e Fogo”.

Autor: George R. R. Martin.

A última espada de um livro que eu não li (e só lerei quando a saga estiver completa) e a conheci por conta do seriado “Game of Thrones”.

Forjada com aço valiriano (e, portanto, uma das poucas armas de Westeros capaz de matar os temíveis white walkers), a espada pertence a Jon Snow, integrante da casa Stark e que começa a sua jornada como membro da Patrulha da Noite, grupo responsável pela proteção do reino contra invasões bárbaras do extremo norte. Além de ser uma bela espada de modelo ocidental, conta com um rosto de um lobo esculpido no pomo.


Fogo Negro


Quem prefere a Vingadora Sagrada é noob.


Obra: A Batalha do Apocalipse.

Autor: Eduardo Spohr.

A Vingadora Sagrada pode ser a espada que nomeia um arco importante da história e é a espada do protagonista, Ablon, além de simbolizar o seu retorno à luta. Porém, Fogo Negro rouba a cena quando empunhada pelo antagonista, Apollyon.

Fogo Negro não possui tal nome por acaso: além de ter uma lâmina negra (outra coisa que se repete em muitas jornadas), ela é capaz de conjurar chamas negras capazes de queimar tudo em uma vítima: pele, carne, nervos, ossos, energia e até o espírito! É para “matar bem matado” ou não é?


Menção honrosa: Alma Negra


Sim. Eu sei. É um jabá. Porém, por que não fazer uma menção?


Obra: Cavaleiro Negro.

Autor: Davi Paiva.

Forjada com pedra de meteoro adquirindo a cor negra, Alma Negra não só é considerada a mais pesada espada do estilo Menium (estilo de luta usado por criminosos ou pessoas que não se interessam em vencer de forma honrada, que faz uso de espadas de lâminas grossas e pesadas) como também possui o poder de drenar a vitalidade de suas vítimas e transferi-la ao seu espadachim. Dada ao protagonista por seu chefe, ela ainda é aprimorada quando o Cavaleiro Negro faz alterações nela que a tornam ainda mais mortífera.

*

Como podem ver, a literatura gosta muito de explorar caminhos comuns entre espadas (e se vocês pararem e pensarem, tais peculiaridades foram transferidas para outras mídias): lâminas escuras ou extremamente brilhantes, às vezes forjadas com pedras de meteoro e conjuram fogo, gelo ou até eletricidade.

Portanto, se você é escritor(a) e quiser criar algo diferente, recomendo que reveja esta lista e veja o que pode criar sem pedir ao leitor que faça altas suspensões de descrença. Por outro lado, se quiser encontrar se juntar a um time de gente que fez a mesma coisa, ninguém poderá te acusar de ser “menos autor(a)”.

Obrigado a todos(as).

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