sábado, 5 de julho de 2014

Seriado: Spartacus – avaliação crítica





Por Davi Paiva



Certa vez ouvindo um nerdcast, os autores alegaram que o seriado Spartacus é ruim.
            Eu não pude suportar. Não pude acreditar que eles falaram tal coisa.
            E quem sou eu para rebater as opiniões deles???
           

I AM SPARTACUS!!!


(sim. Eu me empolgo com essa frase, pois a considero ainda mais impactante do que “I am Batman” ou “This is Sparta”)
            
Para quem não sabe do que estou falando, me refiro ao seriado Spartacus produzido pela rede de TV Starz com quatro temporadas que narra a vida do gladiador e rebelde Espártaco que liderou mais de 100 mil escravos e gladiadores em uma revolta dentro do império romano.

Seguindo a tendência do filme 300 de sangue, mulheres nuas e uma guitarra de trilha sonora em alguns momentos, a série contou com 1/5 do orçamento que é usado na produção de Game of Thrones e seu elenco era em parte de dublês ou de atores conhecidos como coadjuvantes (John Hannan, no papel de Batiatus), que fizeram pontas em filmes (Peter “This is madness” Mensah, como Oenomaus) ou veteranos no mundo dos seriados (Lucy “Xena” Lawless). Parecia que ia dar errado? Não. E deu? Tirando o caso da troca de atores, a meu ver o seriado é um sucesso.



Vamos falar agora sobre as temporadas:









SPARTACUS — BLOOD AND SAND: na primeira temporada, conhecemos o guerreiro trácio cujo nome verdadeiro nunca é revelado e que é apelidado pelos romanos como Spartacus, que é um guerreiro lendário do povo da Trácia (região onde estão as fronteiras entre Grécia, Bulgária e Turquia). 
Desertor das legiões romanas, foi capturado e vendido como escravo para a casa de Quintus Batiatus onde foi treinado na arte do combate para as arenas de Cápua (ou como diria o gladiador Crixus... CÁPUAAAAAAAA...) além de ter passado todas as humilhações que um escravo poderia sofrer.



Avaliação: confesso que quando vi o primeiro episódio achei muito tosco o sangue digitalizado e os cenários. Contudo as atuações foram suplantando os defeitos e o que temos é um retrato muito interessante do que é a construção de um império. 
Roma foi construída na base de chicotadas (coisa que eu tenho certeza que Rick Riordan não colocou em Os Heróis do Olimpo por ser deveras violento) e a glória de ser um gladiador era uma pérola dada aos porcos tanto para os guerreiros quanto para o povo. 
Sendo estes primeiros citados os mais dignos de atenção. Os romanos treinaram pessoas e também jogavam na cara delas que eles eram piores do que animais. De certa forma, podemos acreditar que os romanos criaram seu algoz...







            SPARTACUS — GODS OF THE ARENA: para muitos, essa é a primeira temporada. Só que na verdade ela é uma prequela de 6 episódios (cada temporada tem 10) de Blood and Sand. Em Gods of the Arena vemos como era a Casa Batiatus antes da chegada de Spartacus bem como o seu primeiro campeão, Gannicus (interpretado por Dustin Clare) que foi sucedido por Crixus (Manu Bennett). Descobrimos por que Batiatus e seu amigo Solonius (Craig Walsh Wrightson) são inimigos e como morreu a esposa de Oenomaus.


Avaliação: prequelas são difíceis de serem criadas sem interferirem na história principal. Graças a um bom trabalho os produtores fizeram uma história que justificou cada momento de Blood and Sand e prende atenção por ficarmos esperando ver por que Gannicus não está presente. Ele morre? Foi comprado? Comprou a sua liberdade?








            SPARTACUS — VENGEANCE: infelizmente quando a segunda temporada estava para ser produzida, o ator principal Andy Withfield descobriu que estava com câncer. Ele começou seu tratamento enquanto os produtores criavam Gods of the Arena, porém faleceu em 11 de setembro de 2011. Sem ele o ator Liam McIntyre foi escalado para o papel principal e a temporada Vengeance foi produzida. Nela vemos o que aconteceram com os escravos que se rebelaram e suas lutas contra os mercenários de Seppius (Tom Hobbs) e os guerreiros de do pretor Gaius Claudius Glaber (Craig Parker).

            
Avaliação: Liam não tem nenhuma semelhança física com Andy e pelo que eu soube, os produtores deram a ele a liberdade de interpretar o seu Spartacus sem se inspirar no ator anterior. Daí, temos um personagem de voz mais grave e áspera parecida com a Crixus, que não é de sorrir e aparenta ser mais intimidador. Um novo homem metaforicamente falando para uma nova fase: a de homem livre.








            SPARTACUS — WAR OF THE DAMNED: terceira (se você considerar a segunda temporada como uma prequela) e última temporada. Crassus faz uso de seu próprio poder aquisitivo para comprar armas e pagar um exército na captura de Spartacus com a ajuda de Júlio César.


            Avaliação: segundo boatos, a série poderia ter tido mais temporadas focando em mais detalhes. Contudo até o ponto em que ela chegou, considero de bom tamanho. Como se pode notar nos dois últimos episódios, o elenco estava bem entrosado e as homenagens prestadas para todos que atuaram (funeral de Crixus) e o ato de todos dizerem que são Spartacus foram momentos marcantes.




            Spartacus é uma série curta, mas de um grande legado. Além do pessoal do nerdcast, sempre ouço algum amigo “xiita” ocasionalmente falando que os golpes são retratados com um grande excesso de câmeras lentas, por outro lado eu não só discordo de ter visto cenas bom uma boa rapidez em execução de golpes como também vi muito além de lutas: amor, amizade, glórias falsas e um desejo verdadeiro de ser livre.

            
Para finalizar, deixo aqui o link do vídeo do documentário sobre a vida de Andy Withfield. Se alguém o achar completo (duvido que o documentário original tenha 7 minutos, por favor avisem).


Obrigado a todos.



I AM SPARTACUS






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